Perguntar não Ofende

Vergonha na cara
Por Sylvio Sebastiani

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Vergonha na cara

Conjetura para 2010

Com o meu conhecimento sobre a política do Paraná e minha idade já avançada 79 anos, antecipo meu pensamento das possibilidades de candidaturas aos cargos eletivos determinados para o ano de 2010, aqui no nosso Estado do Paraná.
Em virtude de não haver surgimento de novas lideranças políticas, ao menos previsíveis, temos que fazer conjuntura com as atuais.
Na própria Assembléia Legislativa, com denúncias as mais variadas de servidores fantasmas, nomeações irregulares, enquadramento sem concurso público, falta de informatização para divulgar os nomes, cargos e vencimentos de todos os funcionários e principalmente os inquéritos do Ministério Publico Federal e Polícia Federal sobre o “Esquema Gafanhotos”, que abalou a estrutura daquele Poder Legislativo, repercutindo nos deputados estaduais, dificilmente surgirá algum membro para disputar cargo de maior expressão, principalmente quem participou da Comissão Executiva, que é mais responsável pelos acontecimentos.
Os políticos de maior projeção no Paraná, dentro de suas agremiações partidárias, se não houver falha de minha parte, para disputarem os mandatos existentes, que seja de governador e seu respectivo vice e duas (2) vagas de senador e seus quatro (4) respectivos suplentes serão os seguintes: PMDB: Orlando Pessutti, atual vice - governador, Ministro Reinhold Stephanes e uma indicação pessoal do Governador Roberto Requião: PSDB: Senador Alvaro Dias, Prefeito Beto Richa, Deputados Federais Gustavo Fruet e Luiz Carlos Hauly; DEMOCRATAS: Deputado Federal Abelardo Lupion; PPS: Rubens Bueno; PP: Deputado Federal Ricardo Barros; PT: Senador Flávio Arns, Jorge Samek, Ministro Paulo Bernardo e Deputado Federal André Vargas e PDT: Senador Osmar Dias.
Com exceção do Senador Alvaro Dias, que seu mandato finda em 2014, todos os demais, não eleitos para os cargos em disputa, ficarão sem mandatos. E o caso do Prefeito Beto Richa, se torna ainda mais arriscado, pois têm que renunciar o mandato para disputar outro cargo eletivo antes da eleição determinada.
Existem no Paraná diversos grupos de oposição e situação. No plano Federal, por exemplo, são o PT, PMDB, PP e PDT, partidos de apoio ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sendo o PSDB, PPS e Democratas de oposição.
No plano estadual, o PMDB que é governo com Roberto Requião, tem o apoio do PT, levemente do Democratas e a maioria dos deputados do PSDB, inclusive participando do Governo. A oposição, uma parte do PSDB, do Democratas, e o PPS, PDT e PP.
É esse, mais ou menos, o quadro da Assembléia Legislativa, dependendo do momento, das circunstâncias, e porque não dizer, dos interesses pessoais. Mas nunca partidário.
Os nomes de oposição ao Governo Requião, Senador Alvaro Dias, Prefeito Beto Richa e deputados federais Gustavo Fruet e Luiz Carlos Hauly, são filiados ao PSDB, partido que deverá ser de oposição a Roberto Requião, por ter na certeza, candidato à Presidência da República, deverá estar unido em torno deste candidato, já não por exigência de Lei, pois a Emenda Constitucional n° 52, de 8 de março de 2006, no § 1° do art.17, assegura aos partidos políticos autonomia para definir seu funcionamento e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as coligações eleitorais. Mas detêm o mando das coligações.
Assim sendo, com razões eleitorais, para o êxito da eleição presidencial, claramente que o PSDB ou qualquer outro partido que disponha à vitória eleitoral, vai interferir nos estados para ter candidato que dentro das pesquisas seja apontado como o de melhor posição de vitória.
Na realidade, o PSDB do Paraná tem dois excelentes candidatos, o Senador Alvaro Dias e o Prefeito de Curitiba, Beto Richa, para o Governo do Paraná. Para as duas vagas do Senado Federal, ainda os deputados Gustavo Fruet e Luiz Carlos Hauly.
É verdade que partido nenhum apresenta uma chapa nesse volume, pois tem que abrigar uma coligação com alguns cargos, para fortalecimento de uma chapa congregada, mas possui nomes para uma composição, o que é importante para um partido político realizar uma boa transação.
Atualmente o partido do Governo do Estado, o PMDB não está em boa situação política, pois o Governador Roberto Requião deve logicamente pretender uma candidatura a um cargo alto, que seja o Senado Federal, assim terá que renunciar seu mandato antes das eleições. Assumindo o Vice - Governador Orlando Pessuti, ele poderá ser candidato a governador. Essa hipótese depende do Governador Requião, que detêm o comando total do partido, que assim também apresentará seu candidato ao Governo e terá as duas vagas de candidatos ao Senado Federal, para uma negociação com outros partidos, possivelmente o PT ou mesmo o PDT que são aliados do Governo Federal.
Creio que as pretensões do Democratas, PPS e PP e outros partidos menores,estão direcionadas para o Senado Federal, sendo que os dois primeiros, aqui no Paraná, com a oposição, ou seja, com o candidato à Governador do PSDB.
O PT, por imposição nacional deverá apresentar candidato próprio ao Governo do Estado, com o Ministro Paulo Bernardo, ou o Diretor-Geral de Itaipu Jorge Samek, realizando com larga possibilidade, uma coligação com o PMDB e outros partidos que dão sustentação ao Presidente Lula.
O Senador Osmar Dias do PDT, que pretende uma candidatura ao Governo do Estado, com apoio do PSDB, fica na expectativa da liberação da direção nacional de seu partido, que atualmente apóia e participa do Governo do PT. Caso também do PSDB que para apoiar o Senador Osmar Dias, necessita da liberação nacional do partido, que irá com certeza apresentar candidato à Presidência da República.
Uma saída para todos estes embaraçados, será uma modificação na legislação, permitindo, por dentro de um espaço de tempo, “mudanças partidárias”.
A Emenda Constitucional n°52 citada inicialmente em se artigo 17 e § 1°, também determina mudança nos estatutos dos partidos, estabelecendo normas de disciplina e fidelidade partidária. Assim sendo, creio necessitar de nova Emenda Constitucional, para estabelecer o espaço de tempo para “mudança partidária”, que anteriormente me referi.
Aos meus leitores e leitoras, tudo isso está no título deste artigo: “conjetura ou conjectura =suposição, opinião!