
SUCESSÃO ESTADUAL JÁ MOTIVA ESPECULAÇÕES
Políticos paranaenses vão deixando claro que tudo será possível
(mas tudo mesmo) para acomodar interesses eleitorais de partidos e políticos em 2010!
Como dizem alguns, na política tudo é possível.
Por enquanto só não se viu elefante voar nem morto ressuscitar.
Por enquanto.
Dependendo dos políticos, claro, tudo é possível.
No Brasil, principalmente, sempre existe o tradicional “jeitinho”, e nossa política está cheia de casuísmos e instrumentos que embalam qualquer sonho que a princípio se julga impossível.
Entrando na contagem regressiva para 2010, por exemplo, Requião tornou-se o alvo no qual estão voltadas as atenções para saber em princípio o seu rumo, mas de olho na verdade no cargo que vai desocupar no Palácio do Governo, hoje Palácio das Araucárias, enquanto o Palácio Iguaçu está em reforma.
Candidatos ao seu cargo existem muitos.
Só para lembrar, citam-se entre outros, nas especulações que já começaram a povoar o noticiário político, cada vez mais escasso neste final de ano, Osmar Dias, Alvaro Dias, Orlando Pessuti, Beto Richa, Jorge Samek, Paulo Bernardo, e até, por incrível que pareça, Luiz Claudio Romanelli, que seria a alternativa de Requião com um boi de piranha para não deixar o PMDB sem candidato do seu gosto.
Neste clima deixado pelas eleições de 2008, cujos reflexos certamente se farão sentir em 2010, já se espalharam as mais diversas hipóteses do que poderá acontecer já em 2009 quando a campanha certamente chegará às ruas antecipadamente.
Por enquanto, o PT é o mais preocupado em tumultuar o ambiente, buscando jogar o nome de Osmar Dias como um possível motivo para ser o divisor de águas num processo que os tucanos também estão interessados, mas que os obrigará a rever determinados conceitos.
Requião que está acostumado a agir por conta própria vai, por enquanto, ironizando seu vice-governador Orlando Pessuti que já deixou claro ser candidato a sucessão, chamando-o até de Gafanhotão, num deboche explícito e cuja autoria mostra bem seu caráter ao se referir a um amigo, tem, é claro, uma chapa que seria de inteiro agrado.
O governador como sempre, se julga o maior articulador político do Paraná, embora nos últimos tempos esteja em decadência e contando apenas com o apoio de Benedito Pires e Doático Santos.
Assim sendo, Requião começa a formar a chapa dos seus sonhos com ele em primeiro lugar é claro, candidato a senador, enquanto os demais podem ser Osmar ou Alvaro Dias candidatos a governador, e Paulo Bernardo ou até Romanelli como vice.
O importante, mesmo, é a vaga de candidato a senador que lhe estaria assegurada, enquanto o segundo espaço pode até ser a manutenção da candidatura de Flávio Arns, embora esse esteja hoje bastante desgastado com o PT e numa composição política de tal vulto.
Mas, como em política tudo é possível, Requião que sempre faz o contraditório pode, muito bem, estar tramando nos bastidores por uma chapa de tal envergadura.
Do lado de cá, isto é, da grande aliança que foi encabeçada por Beto Richa e o reelegeu Prefeito de Curitiba, as discussões já começaram e dos bastidores surgem algumas hipóteses.
A primeira vista, embora tudo vá depender das discussões nacionais, o grupo pretenderia se manter unido, com Beto permanecendo os quatro anos como prefeito, cargo para o qual foi reeleito, sendo Osmar Dias sacramentado mais uma vez como candidato a governador e tendo como vice Gustavo Fruet ou Rubens Bueno, enquanto para senador além dos dois nomes citados anteriormente, Fruet e Bueno, também apareçam, ainda, os nomes de Ricardo Barros e Abelardo Lupion, que jamais esconderam o sonho de virarem candidatos a senador.
Na hipótese de Beto Richa ter que sair para o sacrifício, por interesse dos tucanos nacionais em ter um palanque para José Serra no Paraná, as coisas poderiam mudar para um vice entre os nomes de Fruet, Bueno e algum outro, enquanto para o senado o próprio Osmar se garantiria para uma das vagas e a outra estaria entre Barros e Lupion.
Como se vê, as hipóteses são muitas e no jogo das especulações tudo se torna possível quando os políticos começam a mexer os pauzinhos, como se diz.
Enquanto isso...
Enquanto isso, Valdir Rossoni do PSDB sentindo o jogo do PT na tentativa de dividir o atual grupo que apoiou Beto Richa, saiu a campo e anuncia, em cima de suspense, no estilo James Bond, o 007, que sonda o ambiente paranaense para saber em que terreno todos vão pisar a partir de 2009.
Se Rossoni virou um 007 da política criando o suspense natural, pelo menos no papo com a imprensa, Alvaro Dias que faria o papel de “O Sombra”, trabalha em silêncio e mantém suas bases pelo interior alinhadas para na hora certa deixarem claro que ele está no páreo, já que não esconde, há muito tempo, que “só pensa naquilo”, isto é, só pensa em voltar a ser governador.
No mundo das especulações o final de ano se aproxima, alimenta boatos e cria situações que não existem, por enquanto, mas que podem perfeitamente se tornar realidade uma vez que na política,como dissemos em princípio, tudo é possível.
Ou quase tudo.


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