Perguntar não Ofende

Vergonha na cara
Por Sylvio Sebastiani

REPÓRTER CHIPA

Ivan Rodrigues foi diplomado

Coluna do João Buchi

MANO PREISNER

Cartões Natalinos

EMPRESÁRIO JORGE MIGUEL

Crise econômica também afeta o Brasil

Os efeitos da crise por aqui

Lula reafirma que vai eleger seu sucessor em 2010

Sucessão no Paraná: deputado faz projeção do cenário para o PT

Xiquinho vai embora deixando a marca registrada

Impacto Social

Paranaguá - Ondas Litorâneas

De olho na Telinha - Foz do Iguaçu

    Impacto Semanal  

A DESCOBERTA
Enquanto prossegue a polêmica em torno da reforma tributária que o governador Roberto Requião (PMDB) enviou para a Assembléia Legislativa e que está sendo discutida em audiências públicas com o empresariado paranaense, um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) mostra que a redução da alíquota de ICMS para um setor de produtos e a contrapartida em aumento para outro setor, pode colocar R$ 315 milhões por ano no bolso de aposentados e pensionistas que recebem até sete salários-mínimos por mês. Alguém então vai sair lucrando desta história, conforme o estudo técnico da entidade, que aponta um incremento de 0,89% na renda de 3,8 milhões de paranaenses. O estudo analisa o possível efeito da reforma para os consumidores das faixas de renda que o projeto de lei pretende beneficiar, explica o economista responsável.

VAI SIM
Na Assembléia, que vai decidir se a reforma será realizada ou não, o líder do governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), garante que não haverá recuo e retirada da proposta de mudanças nas alíquotas. Nos bastidores cogita-se da retirada por causa da resistência da base governista, incluindo deputados do PMDB e do PT. Romanelli sustenta que a reforma será votada e aprovada até o final do ano com o apoio das bancadas de ambas as bancadas, provocou.

ALTO LÁ
Quanto aos petistas que dão mostra de rebeldia, o líder do governo Requião coloca-os em seu devido lugar ao dizer que “entre a retórica e a prática, é preciso ver quem manda”. Ou seja, lembra-os nem tão sutilmente de que têm participação no governo em cargos no primeiro e segundo escalão. Na prática, a independência ensaiada pelo PT será cobrada.

PLANTAÇÃO
Uma “informação” que tem circulado é de que o presidente Lula teria um projeto de apoiar a candidatura do senador Osmar Dias (PDT) a governador, tendo como vice alguém do PT, como o ministro Paulo Bernardo ou Jorge Samek. A chapa ficaria completa com Roberto Requião (PMDB) e Ricardo Barros (PP), os candidatos ao Senado nesta suposta aliança.

PLANTAÇÃO 2
Lula teria falado a respeito - a “informação” plantada em alguns jornais não diz com quem - quando esteve em Foz do Iguaçu, na semana passada. De público não apareceu um político sequer para negar ou confirmar o suposto projeto político do presidente para o Paraná. Verdade ou não, agrada a Requião, claro. E aos petistas. Mas Osmar, para ter o apoio de Lula pagaria o preço de ter seu desafeto no mesmo palanque? E o senador Flávio Arns estaria descartado pelo PT.

FALANDO NELE...
Em Osmar Dias, ele será o anfitrião do encontro de confraternização de pedetistas do Paraná, na próxima segunda-feira, no restaurante Castelo Treviso, em Curitiba. “Estamos convocando os pedetistas de todo o Paraná para tratar do futuro do nosso partido, do papel de cada prefeito, dos vereadores e demais lideranças pedetistas e também projetar para 2010 um novo plano de desenvolvimento para o nosso Estado”, afirma.

ORÇAMENTO
Os deputados Geraldo Cartário (PDT) e Douglas Fabrício (PPS) levantaram a discussão no plenário da Assembléia sobre o não-cumprimento pelo governo do Estado das emendas ao Orçamento que eles apresentam. Os deputados têm até o final do mês para emendar o projeto de lei do Executivo em até R$ 2 milhões cada um.

A REAL
O que na prática é conversa pra boi dormir. Se não veta as emendas, o governo acaba não atendendo a maioria delas ao longo do ano. Cabe ao governante de plantão decidir se há recursos para atender as propostas dos deputados, já que é de do Executivo definir prioridades, investimentos e prever gastos e arrecadação. O governo federal, por exemplo, não cumpriu nenhuma das emendas relativas ao Paraná, que foram aprovadas em 2007 ao Orçamento deste ano.

A QUEIXA
Para alguns deputados o governador Roberto Requião desrespeita o parlamento quando não cumpre o Orçamento previsto por lei. Cartário chegou a ironizar dizendo que talvez não fosse necessário toda essa discussão, pois convivemos com uma boa chance de o governador simplesmente não acatá-la. É por aí mesmo. Mas é hipocrisia cobrar de Requião essa postura, como se fosse o único. Governadores antes dele fizeram o mesmo e em todos os Estados o quadro é parecido. A diferença é que em uns se atendem mais emendas e em outros, menos.

PELO ELEITORADO
“Temos legitimidade, representamos uma legião de votos, é um absurdo o governador não cumprir o que votamos aqui”, apontou, com razão, o deputado Marcelo Rangel (PPS). Já para o deputado Douglas Fabrício (PPS), é um desperdício ter toda uma estrutura, pessoas trabalhando em comissões, estudando para ajudar o governo a governar melhor para todos e o governo simplesmente negligenciar.

NA BRONCA
“Estamos aqui para representar as pessoas, pouca gente sabe qual é o papel do deputado, temos que legislar e fiscalizar a aplicação do dinheiro público, de nada adianta dizer que trazemos obras e depois vir aqui votar contra a vontade do povo, como na questão do aumento de impostos, por exemplo, isso não é representação legitima. Temos que fazer nosso papel, mas o Executivo deveria fazer o dele e cumprir o Orçamento”, disparou Douglas.

MOREIRA AGUARDA
É natural a expectativa do ex-candidato do PMDB a prefeito de Curitiba, Carlos Moreira Junior, imposto por Requião ao partido (que aceita tudo), de que será nomeado para um cargo no governo. Não que pessoalmente precise dele, mas por sobrevivência política. O conversado entre ele e Requião era de que assumiria a Secretaria de Educação, cargo para o qual está habilitado por ter sido reitor da UFPR. Moreira precisa disso para se lançar candidato a deputado estadual ou federal em 2010.

O CORONEL IDEM
Não é apenas Moreira que precisa de um cargo no governo. Ainda que não necessariamente pela mesma razão, outro amigo do governador que aguarda na fila de chamada é o ex-comandante geral da Polícia Militar, coronel Nemésio Xavier. Ele disputou para vereador em Curitiba e quase se elegeu. É provável que não o tenha sido por causa de sua lealdade ao governador quando comandou a PM/PR.

EM TEMPO
Aliás, policiais civis ou militares não se dão bem quando disputam eleições. Um ou outro que é eleito não passa de um mandato. Foi assim na Câmara de Curitiba que teve um coronel vereador e na Assembléia Legislativa o mesmo caso. Da Civil, o delegado Bradock é o exemplo mais recente de deputado estadual por um mandato. Mas, em se tratando de ex-comandantes da PM, a praxe política é nomeá-los para dirigir o Detran. A relação entre uma área e outra não fica bem clara, mas em geral eles são agraciados com esse cargo.

A VIDA SEGUE
Enquanto não se resolve a pendência da eleição em Londrina, o deputado Antônio Belinati (PP) se volta para sua atuação na Assembléia. Apresentou projeto de lei instituindo mais uma cota. Esta prevê que o governo do Paraná reservará nas Universidades Estaduais o mínimo de 80% das vagas em todos os cursos para vestibulandos aprovados e que comprovem residência por tempo superior a 1 ano em território paranaense.

AS REGRAS
O projeto naturalmente diz que para se efetuar a matrícula será obedecido o critério de classificação do estudante no exame vestibular. E que as demais vagas serão preenchidas, por ordem de classificação no vestibular, por candidatos que residam a menos de um ano no Estado ou que tenham domicilio fora do Paraná.

CONCORRÊNCIA
Ocorre que, infelizmente, muitos milhares de estudantes paranaenses ficam privados do acesso às instituições superiores porque acabam perdendo a vaga para quem não reside no Estado. “Não se pode cercear o direito dos vestibulandos que não moram no Paraná, daí o projeto reservar a eles um mínimo de 20% de vagas em nossas Universidades”, explica Belinati.

MÃO NA CABEÇA

Ué, mas e aquilo de quem tem competência se estabelece? É mais um projeto que passa a mão na cabeça do estudante, em vez de propor algo que melhore a qualidade do ensino público, por exemplo. Imagina se a moda pega em outros Estados. Cada vez mais o estudante terá menos chance de escolher a instituição superior que desejar por causa das cotas.

LONDRINA ESPERA
E outra vez o embargo apresentado pela defesa de Antonio Belinati sequer entrou na pauta de votação do Tribunal Superior Eleitoral. Só nos últimos dias é o terceiro adiamento. Prossegue então a indefinição da eleição para prefeito de Londrina. São três as alternativas em questão: realização de uma nova eleição, a partir do primeiro turno, homologação do que perdeu o segundo turno para Belinati ou a realização apenas de um segundo turno.

MIL COM BELINATI
Caso o plenário do TSE recuse os argumentos da defesa e mantenha a decisão de inelegibilidade de Belinati, ainda cabe recurso especial no Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda estão no TSE cerca de mil recursos esperando julgamento. É que quase dobrou o número deles comparados a última eleição municipal. Em 2004 chegaram ao tribunal 3.431 processos dessa natureza, sendo que, em 2008, esse número subiu para 6.219.

DIZ ELE
Saiu a explicação, do próprio, sobre não ter reassumido a liderança da oposição na Assembléia Legislativa – depois de ter sido anunciada sua volta. O deputado Valdir Rossoni (PSDB) diz que uma missão partidária está exigindo muito do seu tempo e que não pode abandoná-la por ser de grande importância para os tucanos. Claro que não revelou do que se trata.

SEI NÃO...
Esta versão de Rossoni não convence muito, não. Deve ter algo nos bastidores políticos para que não retome a liderança e que prefere não tornar público. Ou a possibilidade de vir mesmo a ocupar um cargo de relevo na Mesa Executiva. Esta, aliás, menos provável. Os dois cargos mais importantes, de presidente e primeiro secretário, são ocupados por um aliado do PSDB e por um deputado do PMDB, que é maioria na Casa. Mesmo se lançando em candidatura avulsa, as chances de sucesso serão poucas.

OBAMA E O BRASIL
Conseguiram estabelecer uma ligação do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, com o Brasil. O escritor e jornalista Fernando José, em artigo no site Vermelho, afirma que “se não fosse o fascínio da branca mãe de Barack Obama pelo filme Orfeu Negro, ela não se entregaria ao rapaz queniano, um preto retinto”. E acrescenta: “A rigor, sem o Brasil, sem a história do poeta brasileiro Vinícius de Morais, o filme Orfeu Negro não existiria. Portanto, se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido”. Vai vendo...

A PÉROLA
O autor entende que sua teoria tem “uma lógica perfeita”. “E avanço mais: se ele for eleito (o artigo foi antes da eleição), o meu país, a pátria de Lula, será a causa da mudança da historia dos Estados Unidos. Aliás, o Brasil já mudou essa história...”, arremata. ??? (as interrogações ou a ignorância, são minhas).

O COMEÇO
Fernando José argumenta que depois do “arrebatamento” ao assistir Orfeu Negro, “a jovem Stanley (mãe do presidente eleito), foi para o Havaí e conheceu, aos 18 anos, um jovem negro de 23 anos, Barack Hussein Obama, nascido no Quênia. “A moça branca do Kansas, influenciada pelo filme Orfeu Negro, entregou-se a ele e dessa união inter-racial, nasceu em 4 de agosto de 1961 um menino, a quem ela deu o mesmo nome do pai”. Quem quiser que acredite.

EM TEMPO
Apesar da vários atores brasileiros, o filme Orfeu Negro é francês, dirigido por Marcel Camus, adaptado da peça teatral Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes. Breno Mello, ator que interpretou Orfeu foi também jogador de futebol, e morreu aos 76 anos, em julho deste ano. Mello foi premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cannes, em 1959, por protagonizar o filme, que também levou, em 1960, o Oscar e o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.
Ganhou diversos prêmios em festivais, incluindo a Palma de Ouro, em Cannes, em 1959.



Em cena o ator brasileiro Breno Mello, que teria influenciado a
mãe de Barack Obama a se apaixonar pelo pai do presidente eleito dos EUA.